27 de dezembro de 2008

Aprender a ler

Autora: Drª Paula Teles

http://www.clinicadedislexia.com/textos.asp?tipo=desmistificar

Aprende-se a ler naturalmente partindo da leitura de textos?Incorrecto. A linguagem falada é adquirida naturalmente, decorre de uma predisposição biológica, aprende-se a falar naturalmente sem necessidade de ensino formal, explícito. A linguagem escrita foi inventada pelo homem, não segue um processo biologicamente determinado, utiliza códigos específicos para representar a fala. Estes códigos não são aprendidos naturalmente, necessitam de ser ensinados explicitamente, formalmente.
Para aprender a ler, numa escrita alfabética, é necessário tornar explícito, tornar consciente, o que na linguagem oral é um processo cognitivo implícito, inconsciente.
Aprender a ler requer a consciência de que a linguagem é formada por frases, as frases por parágrafos, os parágrafos por palavras, as palavras por sílabas, as sílabas por fonemas e de que as letras do alfabeto são a representação gráficas dos fonemas da linguagem oral.
Sendo a consciência fonológica a competência com maior relevância na aprendizagem da leitura e da escrita, o ensino explícito dos diversos elementos do processamento fonológico deve ser feito do mais fácil para o mais difícil até à sua automatização:

 Consciência das Unidades Lexicais - o conhecimento consciente, a metacognição, de que a fala é formada por palavras.

 Consciência Silábica - o conhecimento consciente de que as palavras são formadas por sílabas.

 Consciência Fonémica - o conhecimento consciente de que as sílabas são formadas por fonemas.

 Princípio Alfabético - o conhecimento consciente de que as letras do alfabeto são a representação gráfica dos fonemas utilizados na linguagem oral e de que cada letra do alfabeto tem um nome e corresponde a um, ou mais, fonemas.

 Correspondências FonemaÛGrafema - o conhecimento automático das diferentes correspondências fonemaÛgrafema.

 Fusão Fonémica - saber ler conjuntamente dois ou mais fonemas.

 Fusões Silábicas Sequenciais - saber ler sequencialmente as diversas sílabas que formam as palavras. Para realizar uma leitura correcta, fluente e compreensiva é necessário realizar as sucessivas fusões fonémicas que formam as palavras, guardá-las na memória, encontrar a pronúncia correcta de cada palavra e aceder ao seu significado.

 Segmentação Silábica - saber segmentar as palavras em sílabas.

 Segmentação Fonémica - saber segmentar as sílabas em fonemas, identificar a fonologia correcta de cada palavra para poder aceder ao seu significado.

 Irregularidades nas Correspondências GrafemaÛFonema - o conhecimento automático das irregularidades Correspondências GrafemaÛFonema. Existem grafemas que não têm correspondência fonémica; fonemas que podem ser representados por diferentes grafemas; grafemas com diferentes correspondências fonémicas; fonemas representados por dois grafemas...

 Compreensão Leitora - para além da capacidade de saber ler correcta e fluentemente, esta competência está fortemente relacionada com a capacidade de compreensão da linguagem oral e com o domínio de um vocabulário oral rico.

 Todas estas competências devem ser integradas através do ensino sistemático e da prática regular de actividades de leitura e de escrita.

25 de dezembro de 2008

22 de outubro de 2008

PNEP 2008/2009


Inicia-se, hoje, a primeira oficina temática (TICE)da turma do 1º ano PNEP, no Agrupameno de escolas José Sanches de Alcains. Na próxima semana será a vez da turma de 2º ano, os veteranos PNEP deste Agrupamento.

" Cada pessoa, durante a sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar.
Os construtores podem demorar anos nas suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que andaram a fazer. Então param e ficam limitados pelas suas próprias paredes. A vida perde o sentido quando a construção acaba.
Mas existem os que plantam. Estes, às vezes, sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam. Mas, ao contrário de um edifício, o jardim nunca pára de crescer. E, ao mesmo tempo que exige a atenção do jardineiro, também permite que, para ele, a vida seja uma grande aventura."

Paulo Coelho
in Palavras Essenciais, 20

30 de setembro de 2008

A MÁQUINA DE FAZER PALAVRAS


A Máquina de Fazer Palavras
de José Vaz 2007

Sinopse
Com patas de veludo, salto de atleta, paciência de santo, visão no escuro e muita vida para viver, sete palavras apresentaram-se diante de mim e reclamaram:
- Então, há histórias para reis, para fadas, para heróis, para bruxas, para bichos e para malmequeres e nós, que somos as janelas dos pensamentos, não temos o direito e a honra de sermos tratadas como personagens de livros para crianças?
Eu ouvi a reclamação, pensei... e decidi fazer-lhes a vontade.

Colecção Oficina dos Sonhos – Livros para ler mais e melhor, livros para sonhar

20 de setembro de 2008

FALAR BEM PARA ESCREVER MELHOR

Dez erros que comprometem a vida social e as pretensões profissionais de qualquer um.

01 – Houveram problemas.
Houve” problemas. Haver, no sentido de existir, é sempre impessoal.

02 – Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma regular os verbos derivados de ter, vir e pôr. Neste caso, o certo é “dispuser”.

03 – Espero que ele seje feliz e Vieram menas pessoas.
Dois erros inadmissíveis. A conjugação “seje” não existe. E “menos” não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjectivo.

04 – Ela ficou meia nervosa.
Meio” nervosa. Os advérbios não têm concordância de género

05 – Segue anexo duas cópias do contrato.
Atenção para a concordância verbal e nominal: “seguem anexas”.06 – Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, pronome oblíquo tónico: entre “mim” e ela.

07 – A professora deu um trabalho para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para “eu” fazer.

08 – Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer quando indica tempo é impessoal: “faz” dois meses.

09 – Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado “gerundismo” não chega a ser erro gramatical, mas é um vício insuportável. “Vou providenciar” é mais elegante.

10 – O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
A febre do “a nível de” parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, “na” ou “pela” empresa são mais exactos e elegantes.

31 de julho de 2008

Pê de Pai


Achei maravilhoso este livro de Isabel Martins e Bernardo Carvalho [Planeta Tangerina].


" Explorando as potencialidades de sentido da imagem e das sugestões metafóricas do texto, o álbum Pê de Pai desenvolve-se a partir da associação da figura paterna a um conjunto de actividades que envolvem interacção e proximidade (em alguns casos verdadeira cumplicidade) com o filho. Texto e imagem, estreitamente articulados, resultam num jogo de afectos e afinidades entre pai e filho, valorizando a importância do primeiro na vida do segundo. O pai é, pois, alvo de uma perspectivação sui generis que exalta as suas qualidades em resultado da visão particular, subjectiva e afectiva, da criança. A técnica utilizada, tanto ao nível do texto como da ilustração, aposta numa poética da sugestão, promovendo a participação do leitor na descoberta dos sentidos do livro que, mais do que contar uma história, é um hino às relações afectivas entre pais e filhos."

In Casa da Leitura