11 de julho de 2009

8 de julho de 2009

Brincar com palavras e sílabas


Encontrei nos meus passeios pela Net uma ideia simples de realizar, aproveitando material reciclável, que se torna bastante útil para desenvolver a escrita e a leitura com as nossas crianças, de uma forma lúdica. Podem ser elas mesmas a construir o jogo das palavras.

Vejam...

"Eco lógico"

Mais um Verão de calor intenso!

Esperemos que as nossas florestas permaneçam verdejantes, para o bem de todos nós!

Convido-vos a ler uma poesia muito bonita de autor desconhecido...

Eco lógico

Se aos pássaros perguntares:
-Quem polui os nossos ares,
onde os pulmões se consomem?
O eco, lógico, responde:
_... homem... homem... homem...

E o húmus do nosso chão,
que resta para o nosso pão,
logo após uma queimada?
O eco, lógico, responde:
_... quase nada... quase nada...

O que era o Saara?
A Amazónia o que será?
Um futuro muito incerto?
O eco, lógico, responde:
_... só deserto... só deserto...

O que resta, desmatando,
o que sobra, devastando,
ao homem depredador?
O eco, lógico, responde:
_... só a dor... a dor... a dor...

Que precisa a natureza
para manter a sua beleza
e amainar a sua dor?
O eco, lógico, responde:
_... mais amor... amor... amor...

11 de maio de 2009

Que linda história!

Como é forte o poder das palavras!!


Um cego pedia esmola sentado num canto de uma rua.

Tinha um cartão onde estava escrito : «AJUDEM-ME. SOU CEGO».

Passou um indivíduo, que era poeta.

Olhou, pegou na placa de cartão velho e escreveu outra coisa do outro lado.

O cego não deu por isso.

O poeta tornou a passar mais tarde...

O chapéu do cego tinha agora muitas moedas e mesmo uma ou outra nota.

A frase que ele lhe tinha escrito era :

«HOJE É PRIMAVERA E NÃO POSSO VÊ-LA!»

Que reflectimos com esta frase?

O professor deve ser um leitor!

A leitura, nas escolas, tem um caráter secundário ao da escrita, apesar de ambas caminharem juntas. A escrita toma todo o tempo, enquanto a leitura é vista como uma atividade extra na aula que, normalmente, acontece, quando os alunos terminam a lição, ou quando sobra tempo... Todos sabemos que a leitura precisa ocupar um horário “nobre” da aula. A escola precisa viabilizar tempo para a leitura.
Nem sempre os professores estabelecem boas relações com os livros e com a leitura. Se o professor formador de leitores não tem o gosto pela leitura, como irá despertar o interesse dos alunos pelo prazer de ler?
Se os professores não forem leitores, dificilmente poderão compartilhar com os seus alunos os mistérios, encantos e alegrias que se podem alcançar através da leitura.
Compete ao professor leitor fazer a “leitura” da sala de aula, como se fosse um texto para ser compreendido. Se, na leitura de textos, necessitamos de estratégias ou instrumentos auxiliares de trabalho, também para a leitura da turma precisamos observar, intuir, imaginar a realidade de cada aluno, as suas condições sociais, culturais e económicas para, então, sermos capazes de interagir, intervir e construir criticamente o conhecimento.
Assim, o professor e o educador são elementos impulsionadores, mediadores da leitura, criando nas salas de aula condições para que os seus alunos possam ler. Desta forma, ao conquistar o acto de ler, dentro de condições propícias, o professor e o aluno terão a possibilidade de ampliar os seus conhecimentos, participar activamente na vida social, alargar a visão do mundo, do outro, e de si mesmo, o que poderá trazer frutos no trabalho pedagógico.